cárcere privado

.

parto com minha insólita bagagem:

você que preciso enterrar

a passagem só de ida

me desvencilhando deste fardo

não precisarei voltar

abro a cortina dos dias

depois de tanto tempo

presa a sua loucura

foragida de mim

difícil distinguir

o que é fato do que é medo

ainda assim me esforço

estilhaço o espelho que nos assemelha

 me desenlaço desenredo desinvento

e recomeço

2 comentários sobre “cárcere privado

  1. Um brinde aos recomeços, moça!
    E que te assemelhes à Liberdade. Penso que todos queiramos isso, sem fardos, loucuras ou fugas, desfrutando do frescor dos novos dias, porque isso é, sempre, muito bom de viver.
    Evoé! À tua poesia!

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